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Em tempo recorde, HAP alcança 80 transplantes hepáticos e realiza quatro em menos de dois dias

O Hospital Adventista Pênfigo (HAP), em Campo Grande, alcançou a marca de 80 transplantes hepáticos realizados em menos de dois anos de funcionamento do serviço, consolidando-se como referência em alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul.

Única instituição do Estado habilitada para transplante de fígado, o hospital tem contribuído diretamente para a redução da fila de espera, ampliando o acesso de pacientes a um procedimento de alta complexidade. O avanço ocorre em um cenário de expansão contínua do Centro de Transplantes, que já inclui cirurgias de córnea e já é habilitado também para a realização de transplante renal.

De acordo com o cirurgião e responsável técnico pelo serviço, doutor Gustavo Rapassi, o crescimento do programa está diretamente ligado ao fortalecimento estrutural e técnico da unidade. “Houve investimento em equipamentos de alta complexidade, viabilizado por emenda parlamentar, o que permitiu ao hospital atingir o mesmo nível de grandes centros transplantadores do país”, explica. Além disso, setores estratégicos como laboratório, banco de sangue e centro cirúrgico passaram por adequações, acompanhadas da organização de equipes altamente especializadas.

A capacitação profissional também foi determinante para os resultados. Equipes multidisciplinares passaram por treinamentos em centros de referência, adquirindo expertise para a condução de procedimentos de elevada complexidade.

O transplante de fígado é um dos procedimentos mais complexos da medicina e o HAP é referência no serviço em Mato Grosso do Sul.

Os números refletem esse conjunto de investimentos e estratégias. Além dos 80 transplantes realizados, o hospital registrou a realização de quatro cirurgias em menos de 48 horas — um indicativo da capacidade operacional e da maturidade do serviço. Cada transplante envolve uma operação altamente coordenada, que vai desde a captação de órgãos até a cirurgia, exigindo compatibilidade entre doador e receptor, logística eficiente e atuação simultânea de diferentes equipes.

A realização de múltiplos transplantes em curto intervalo evidencia não apenas a estrutura disponível, mas também a integração entre profissionais — fatores essenciais para o sucesso dos procedimentos.

Com a implantação do transplante renal, a expectativa é ampliar esse impacto positivo. A direção do hospital considera o avanço um marco estratégico. “A consolidação do Centro de Transplantes representa o fortalecimento da nossa capacidade assistencial e o compromisso com a ampliação de serviços de alta complexidade, garantindo mais qualidade e humanização no atendimento aos pacientes”, destaca Everton Martin, diretor-geral da instituição.

Mais do que estatísticas, os resultados representam histórias de recomeço. A marca de 80 transplantes simboliza vidas transformadas e novas oportunidades para pacientes que enfrentavam doenças graves. Mesmo sendo uma unidade de pequeno porte o HAP tem se destacado pelo compromisso com qualidade, tecnologia e atendimento humanizado, permitindo que pacientes sul-mato-grossenses realizem o tratamento sem precisar sair do Estado.

Com esse desempenho, o Hospital Adventista Pênfigo avança na consolidação de um modelo assistencial que alia eficiência, qualificação profissional e inovação, fortalecendo a rede pública de saúde e ampliando o acesso a procedimentos de alta complexidade em Mato Grosso do Sul.

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