Capelania e Psicologia do HAP desenvolvem projeto de acolhimento emocional para colaboradores


Há mais de dois anos quando a pandemia de Covid-19 começou, o Hospital Adventista do Pênfigo (HAP) passou a atuar na linha de frente através de parceria com o estado e o município para disponibilizar leitos a pacientes em tratamento contra a doença. Nesse período, colaboradores das áreas assistenciais passaram a viver, mais do que nunca, uma vida dedicada à profissão e, não por escolha própria, mas pela demanda de serviço, fizeram do hospital o seu segundo lar.

Depois do início da vacinação e com a queda nos números de casos, o tempo já não é tão escasso, mas o período intenso vivido no auge da pandemia deixou sinais no emocional. Pensando nisso, o departamento de Capelania do HAP, em parceria com o setor de Psicologia deu início ao projeto “Cuidando do Cuidador”, é o que explica Claudiney Duarte, capelão da instituição e idealizador do programa. “Eu percebi a necessidade de ter uma psicóloga atuando em nosso hospital, especialmente quando pensava nos funcionários das áreas assistenciais, que assim como em qualquer outro ambiente prestador de serviços na área da Saúde, acabaram se sobrecarregando durante a pandemia. Acredito que é muito importante que esses colaboradores tenham, de fato, um profissional que entenda as necessidades emocionais deles e os acolha”, pontua.

O primeiro dia do projeto abordou o tema
“Falar para ser acolhido, acolher para poder falar”.

A psicóloga da instituição, Gabriela Cayres, explica que a ideia é que o projeto aconteça uma vez por semana e, entre outras coisas, tem como principal objetivo aliviar a sobrecarga e tensão que esses profissionais adquirem naturalmente por conta do trabalho. “O programa terá formato de dinâmica, sempre com um tema para reflexão. Os objetivos são: acolher, oferecer uma escuta empática, estreitar os laços entre os colaboradores, desenvolver o autoconhecimento e promover a saúde mental”, conta.

O projeto foi desenvolvido para alcançar os colaboradores das áreas assistenciais da instituição.

Na última segunda-feira (6) aconteceu o primeiro dia do programa com o tema “falar para ser acolhido, acolher para poder falar”. Segundo Cayres, a escolha do tema foi justamente para estimular os colaboradores das áreas assistenciais a expressar como se sentem através do diálogo. “Na correria do dia a dia do trabalho não falamos como nos sentimos e não nos permitimos ouvir sobre como o outro se sente. Então, a intenção foi despertar nos colaboradores a iniciativa de não guardar o sentimento e, ao mesmo tempo, ter empatia e sensibilidade para poder perceber as necessidades dos seus colegas. Os colaboradores escolhidos para o projeto são aqueles que lidam diariamente e diretamente com os pacientes, seja cuidando, limpando, ou ouvindo sobre o que eles precisam”, esclarece.

Para o idealizador do projeto a iniciativa foi pensada para atender às necessidades emocionais de profissionais que lidam diariamente com o cuidado do outro. Por isso, é fundamental que eles sejam reconhecidos por sua importância, sintam segurança em compartilhar seus anseios e descubram ali um meio seguro para que seus sentimentos sejam acolhidos. “A ideia é que eles consigam ter um diálogo aberto sobre suas emoções e possam experimentar uma espécie de terapia em grupo, mas alcançando as necessidades individuais dos colaboradores”, ressalta Claudiney.

O programa acontecerá semanalmente nas duas unidades: matriz e centro e é voltado para colaboradores das áreas assistenciais como enfermeiro(a), médico(a), técnico(a) de enfermagem, colaborador(a) da limpeza, SND e farmacêuticos. Para os que participarem do projeto haverá o sorteio de uma cesta café da manhã, como forma de contemplar e incentivar a participação dos profissionais no projeto desenvolvido especialmente para eles.


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