HAP promove palestras sobre saúde mental durante “Setembro Amarelo”


Tradicionalmente promovida no mês da primavera, a campanha “Setembro Amarelo” tem como objetivo conscientizar sobre a importância da saúde mental e falar sobre prevenção ao suicídio. O Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o segundo país das Américas com o maior índice de pessoas em quadro depressivo, cerca de 5,8% da população. Pensando nisso e em promover em seu ambiente ações que falem sobre a saúde da mente e uma rotina mais leve, apesar do cotidiano em ritmo frenético, o Hospital Adventista do Pênfigo (HAP) realizou uma programação especial para os colaboradores das unidades Centro e Matriz, através de palestras com psicólogos e médicos.

Gilberto Gomes, funcionário do setor de faturamento na instituição e formado em Psicologia, foi um dos palestrantes do programa e fala sobre a importância de uma instituição preocupar-se em abordar o assunto entre os seus funcionários. “Às vezes, as pessoas sentem-se mal, mas não sabem que sofrem com depressão, ansiedade e outras doenças e condições psicológicas que afetam o dia a dia. Por isso é tão importante falar sobre isso, porque muita gente omite seu real estado da mente, por acreditar ser um sinal de fraqueza. E quanto mais a gente oculta, mais essa condição cresce. Precisamos falar a respeito, para mostrar que pedir ajuda não torna ninguém fraco, pelo contrário, é o caminho para uma mente saudável”, pontua.

Para a colaboradora Hellen Rangel, uma das idealizadoras do programa, ações como essa são fundamentais também para que as pessoas consigam identificar com maior clareza sinais ou possíveis gatilhos para doenças de origem psicológicas em si mesmas e em pessoas de seu convívio. “Acredito que é cada vez mais importante promover conscientização para que as pessoas procurem ajuda quando julgarem necessário. Além de conscientizar, é importante que palestras assim sirvam como um alerta para pessoas que convivem com familiares e amigos com alguma tendência à depressão e condições psicológicas que levem a um estado mental fragilizado”, explica.

Um dos principais objetivos da ação, segundo explica Hellen, foi possibilitar que os colaboradores consigam identificar os sinais e desenvolver neles a sensibilidade de perceber possíveis gatilhos em si e nos outros. “Foi de extrema importância que os colaboradores pudessem ter acesso a essas informações, pois a pandemia foi algo que piorou condições como a solidão, a ansiedade e, consequentemente, o número de pessoas em depressão. Compartilhamos informações para que, cada vez mais, cada colaborador consiga identificar esses sinais com maior facilidade e tenham uma abertura real com quem pode ajudar de verdade. Como colaboradora da instituição acredito que é sempre bom ter contato com esses assuntos de forma mais profunda, para que a gente trate com cuidado o que realmente importa, porque muitas vezes, nos negamos a enxergar sinais que não deveriam passar despercebidos”, conclui.


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