HAP sedia encontro para implantar protocolo unificado


TEVO Hospital Adventista do Pênfigo (HAP) recebeu representantes de cinco hospitais de Campo Grande que utilizam o sistema de gestão hospitalar MV. O encontro organizado pelo Núcleo das Comissões de TEV (Tromboembolismo Venoso) apresentou uma proposta com o objetivo de melhorar e desenvolver um modelo unificado do protocolo para prevenção do TEV vinculado ao sistema MV. Estiveram presentes profissionais do Setor da Qualidade e Tecnologia da Informação.

O idealizador do Núcleo das Comissões de TEV e consultor da Sanofi, Luigi Toninelo  cita muitos benefícios para esse tipo de modelo proposto, como: a utilização transversal pública e privada, familiaridade entre os profissionais, otimização de treinamentos, bancos de segurança para redução da TEV, entre outros.

A enfermeira de qualidade Grassyelly Gusmão explica que todos os pacientes internados no Hospital Adventista do Pênfigo são avaliados quanto ao risco de TEV pelo profissional enfermeiro. “Com essa avaliação é possível saber se o paciente tem indicação ou não para medidas preventivas de TEV. Quando o paciente tem indicação, o médico é sinalizado para prescrever a conduta adequada, evitando assim, danos ao paciente.”

Com a implantação do protocolo informatizado vinculado ao sistema MV, a sinalização para o médico ficará mais fácil. Este sistema emitirá sinal de alerta para o médico quando for realizar seus registros no prontuário eletrônico. Isso ocorrerá até que a avaliação seja aprovada pelo mesmo.

Para garantir uma assistência segura, Grassyelly Gusmão afirma ainda, que existem outros mecanismos de barreira no hospital para evitar danos aos nossos pacientes, como: identificação do paciente, prevenção de quedas e lesão de pele, cirurgia segura, administração segura de medicamentos.

“Esse processo é de grande importância para nossos pacientes. Para o TI do Hospital Adventista do Pênfigo é um privilégio participar desse momento pioneiro no Brasil, de implantação do protocolo TEV de forma sistêmica”, disse o desenvolvedor de software, Fernando Santos.

TEV – Tromboembolismo Venoso

O tromboembolismo venoso é uma doença muito mais frequente do que se imagina, principalmente nos pacientes acamados ou hospitalizados. O TEV pode passar totalmente despercebido se o trombo for muito pequeno ou causar dor, inchaço e vermelhidão importantes na perna que está com a veia entupida. No entanto, a consequência mais temida é a embolia pulmonar. Às vezes, o coágulo que pára no pulmão é grande e pode inclusive colocar em risco a vida da pessoa.

Outra complicação é a chamada Síndrome Pós-trombótica. Ela ocorre após um episódio de trombose, causa inchaço e dor na perna que persistem por muito tempo. Também podem aparecer feridas e infecções repetidas na perna afetada.

Dependendo de sua localização e do seu tamanho, um trombo poderá trazer conseqüências muito graves. Se ele ocorreu dentro de uma artéria que irriga o coração, por exemplo, poderá obstruir totalmente a passagem de sangue e as paredes do coração, que dependiam do oxigênio trazido pelo sangue para continuar se contraindo, poderão perder a vitalidade e até mesmo parar de funcionar. Esta é a história de muitos casos de infarto que ocorrem diariamente. (Fonte Site Sanofi).