HAP recebe médicos de ONG britânica para mutirão da Caravana da Saúde


Um centro cirúrgico lotado de médicos experientes, dispostos a ensinar técnicas avançadas em cirurgias de hérnias. Esse foi o cenário que permeou os corredores do Hospital Adventista do Pênfigo – unidade matriz, nos últimos dias 22 e 23 de agosto. Médicos do Brasil e do mundo deixaram seus locais de trabalho por alguns dias para participar da Jornada Centro-Oeste de Hérnia, realizada em 2016 na capital sul-mato-grossense e tendo o HAP como parte do cenário. “Aproveitamos os pacientes que já estavam regulados pela Caravana da Saúde e como o programa coincidiria com a data das cirurgias previamente agendadas pela instituição, unimos forças”, explica Márcio Eduardo, médico e cirurgião do aparelho digestivo no HAP há 14 anos, além de líder do programa que trouxe para a instituição médicos da ONG britânica Hernia International, para um mutirão de cirurgias em pacientes da saúde pública do Estado. “Convidamos os médicos da ONG para operarem nossos pacientes e ensinarem suas técnicas, como parte do programa da Jornada Centro-Oeste de Hérnias. Em fevereiro encontrei o presidente da Sociedade Brasileira de Hérnia e como ele estava procurando um local para realizar a jornada, sugeri Campo Grande e em abril tivemos a confirmação do local”, conta.

IMG_6338
De acordo com o líder, o HAP já tinha sua agenda de cirurgias para atender a Caravana da Saúde. “Já faziam parte do nosso cronograma as cirurgias de hérnia em pacientes da Caravana, mas conseguimos atender uma quantidade maior deles por conta da parceria com os médicos da ONG Britânica. Foi um mutirão de cirurgias realizado em nossa instituição”, destaca.

médicos da ONG 'Hernia International' realizam cirurgia em paciente da Caravana da Saúde, no Hospital Adventista do Pênfigo.

médicos da ONG ‘Hernia International’ realizam cirurgia em paciente da Caravana da Saúde, no Hospital Adventista do Pênfigo.

Da ONG Hernia International vieram médicos da Nova Zelândia, Austrália, São Paulo, Porto Alegre, Rondônia e Mato Grosso, totalizando 10 cirurgiões. Em dois dias, foram realizadas mais de 30 cirurgias nas dependências do hospital do Pênfigo, unidade matriz. “O nível de complexidade das hérnias pode variar entre cirurgias simples, onde o paciente pode ter alta no mesmo dia, até às mais complexas, que podem durar até seis horas e o paciente permanecer por até 15 dias internado. No mutirão, procuramos atender as cirurgias mais simples para privilegiar um maior número de pacientes e as mais complexas são atendidas fora desse período”, lembra Márcio.

Após as cirurgias, os médicos visitavam os pacientes, preocupados com o bem estar e recuperação pós-cirúrgica.

Após as cirurgias, os médicos visitavam os pacientes, preocupados com o bem estar e recuperação pós-cirúrgica.

Para os médicos da ONG Britânica, o HAP ofereceu toda a estrutura que precisavam para atuar na jornada. “Tivemos aqui uma atividade importante em uma estrutura muito boa. Me surpreendi pela qualidade dos equipamentos da instituição, da instalação, além de uma equipe de médicos, enfermeiros e funcionários muito bem treinados. O Pênfigo nos proporcionou uma ótima recepção e essa foi uma parceria múltipla, entre a Sociedade Brasileira de Hérnia, com a nossa ONG e também a Caravana da Saúde, representada pelo atendimento via Hospital Adventista do Pênfigo”, elogia Artur Seabra, membro da Hernia International e cirurgião geral há 35 anos na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Equipe de médicos da Hernia International, da Itália, Nova Zelândia, Austrália, São Paulo, Porto Alegre, Mato Grosso e Rondônia.

Equipe de médicos da Hernia International, da Itália, Nova Zelândia, Austrália, São Paulo, Porto Alegre, Mato Grosso e Rondônia.

Segundo informações dos líderes da Hernia international, o trabalho desenvolvido pela ONG procura atender ações sociais de ‘segunda onda’, onde existe o assistencialismo puro, com cirurgias onde médicos locais participam e aprendem técnicas, realizam simpósios científicos com aulas expositivas, exibição de vídeos e deixam o legado, permitindo que o trabalho continue mesmo depois que forem embora. “A organização atua no mundo inteiro e a cada mês acontece uma missão em algum lugar do mundo”, acrescenta Artur.
Para o casal de médicos de Auckland, Nova Zelândia, doutor Andrew e doutora Gail Bowker, ambos especializados em cirurgia geral, as visitas e cirurgias realizadas em tantos hospitais mundo afora trazem uma troca de experiência muito válida. “Tive ótimos momentos aqui no Hospital do Pênfigo e pude ver a troca de experiências na sala de cirurgia e ensinar aos médicos locais técnicas aprimoradas para cirurgias de hérnia em laparoscopia, onde a cirurgia é feita de maneira menos invasiva”, pontua Andrew.

Segundo um os membros da ONG britânica, doutor Andrew Bowker (ao centro),a estrutura do HAP e a boa receptividade da instituição colaboraram para a boa estadia da equipe.

Segundo um dos membros da ONG britânica, doutor Andrew Bowker (ao centro), a estrutura do HAP e a boa receptividade da instituição colaboraram para a estadia da equipe.

De acordo com a doutora Gail Bowker, a estadia no HAP foi extremamente fácil por conta do sistema hospitalar que funciona bem. “Viemos com um time de cirurgiões para mostrar à equipe local técnicas de cirurgia laparoscópica e este hospital tem um sistema que funciona muito bem, além de uma equipe muito amigável. Tudo fluiu de maneira natural nos dias do programa e não tivemos nenhum problema para operar os pacientes. Apesar de estarmos em um país onde nunca estivemos antes e em um hospital que não conhecíamos, tudo correu perfeitamente. Nós tivemos a oportunidade, inclusive, de ensinar estudantes locais sobre técnicas de medicina avançada e creio que isso é um ganho para os dois lados”, analisa Gail, especialista em cirurgia geral há mais de 30 anos.
O cirurgião Alberto Meyer, de São Paulo, outro membro da ONG britânica, acredita que velocidade com que o mutirão foi realizado no HAP pode ser comparada a jornadas de cirurgias realizadas em hospitais da grande São Paulo. “O HAP é um hospital de qualidade, com uma equipe atenciosa e isso tudo somou para que operássemos com grande tranquilidade. Foram realizadas em dois dias mais de 30 cirurgias e para hospitais menores, em cidades que não têm uma estrutura como São Paulo e Porto Alegre, isso não é rotina. Foi uma grande experiência”, ressalta.

Foram dois dias de atendimento no Hospital Adventista do Pênfigo e mais de 30 cirurgias da Caravana da Saúde realizadas.

Foram dois dias de atendimento no Hospital Adventista do Pênfigo e mais de 30 cirurgias da Caravana da Saúde realizadas.

A administração do Hospital vê na recepção de médicos de diferentes países um intercâmbio positivo para a instituição como um todo. “Nessa história todos ganharam: a equipe participante, o hospital e os pacientes – estes que são nosso principal foco e motivo de existência. Os pacientes tiveram seu tratamento realizado com excelência. Nós da direção médica e administrativa do HAP estimulamos a realização de eventos como esse em nosso ambiente. Este ano já ocorreram outros semelhantes envolvendo equipes de Dermatologia, Cirurgia Cardíaca, entre outras e estamos nos esforçando para que nossa instituição possa ser sempre anfitriã e apoiadora de jornadas científicas como esta”, destaca o doutor William Joubert, diretor médico do Hospital Adventista do Pênfigo.
E a parceria também é vista pela instituição como a representatividade de anos de trabalho mútuo entre o HAP e o governo do Mato Grosso do Sul na área da saúde. “A estadia deles no hospital é o resultado da confiabilidade que sempre tivemos com as equipes médicas e com o Estado. O HAP desenvolve ações desse tipo há bastante tempo e fortalece sua essência em cuidar, demonstrando também sua missão na prática”, conclui Pierre Damasio, diretor administrativo do Hospital Adventista do Pênfigo. [Equipe HAP, Rebeca Silvestrin]

Assessoria de Comunicação – Hospital Adventista do Pênfigo

Fotos: Rebeca Silvestrin